Atacante jogou com luxação na estreia do Brasileirão; Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo explica condição e orienta tratamento adequado
Você já deve ter ouvido a expressão “ombro fora do lugar”. Caso recente, inclusive, marcou o início do campeonato Brasileiro. Os primeiros três pontos conquistados pelo Juventude no Brasileirão logo na estreia tiveram a marca do atacante Gabriel Taliari, não só pelos dois gols marcados contra o Vitória, no último dia 29, mas pelo esforço para ficar em campo mesmo com o ombro fora do lugar.
A luxação, nome correto desse tipo de problema, ocorre quando os ossos da articulação se desencaixam completamente, perdendo o contato entre si. O problema geralmente acontece após um impacto forte ou um movimento brusco que force a articulação além do seu limite natural, como em caso de quedas, acidentes ou durante a prática de esportes.
Situações um tanto quanto inusitadas também já resultaram na luxação do membro. No ano passado, durante os Jogos Olímpicos de Paris, ao comemorar a conquista da medalha de bronze, o judoca Adil Osmanov, da Moldávia, fez um movimento com o braço e, de imediato, percebeu que seu ombro havia saído do lugar. Ainda em 2024, ao celebrar a classificação para as Olimpiadas, o nadador francês Rafael Fente-Damers deu o tradicional soco na água, mas acabou luxando o ombro. Em 2023, um competidor do game show norte-americano The Price is Right chocou os espectadores ao comemorar a vitória em uma prova do programa. Emocionado, Henry deslocou o ombro enquanto celebrava a conquista.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2021 e 2024, os casos ambulatoriais de luxação na articulação do ombro cresceram 64,78%. Em 2021, foram registrados 24.950 casos, subindo para 26.779 em 2022, 32.528 em 2023 e 41.113 em 2024. Somente em janeiro deste ano, já foram contabilizados 3.553 casos.
O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, Dr. Marcelo Campos, explica que os principais sintomas de uma luxação no ombro incluem dor intensa e imediata, inchaço, dificuldade ou impossibilidade de movimentar o braço e uma alteração visível no formato da articulação. “Muitas vezes, o ombro aparenta estar ‘fora do lugar’, podendo causar dormência ou formigamento no braço e na mão devido à compressão de nervos”, fala.
E é possível “colocar o ombro no lugar” sozinho? Melhor não, alerta o especialista. “Diante de uma suspeita de luxação, é fundamental buscar atendimento médico o mais rápido possível. Tentar forçar o ombro de volta ao lugar sem conhecimento técnico pode agravar a lesão, causando danos aos ligamentos, nervos e vasos sanguíneos”, ressalta, acrescentando que o ideal é imobilizar o braço na posição mais confortável possível e evitar movimentos até chegar ao pronto-socorro, onde um profissional de saúde poderá realizar a realocação da articulação de forma segura.
Reincidência
O presidente da SBCOC pontua que, uma vez que a luxação do ombro ocorra, este pode se tornar instável, aumentando o risco de novos episódios. “O fortalecimento da musculatura do ombro por meio de fisioterapia, assim como exercícios de controle neuromuscular, são fundamentais para diminuir a chance de novo episódio. Em casos de instabilidade recorrente, ou em pacientes que tenham alto risco de recorrência, pode ser necessário um procedimento cirúrgico para reconstrução dos ligamentos”, comenta. “O acompanhamento de um especialista em ombro, assim como o acompanhamento com fisioterapeuta e o fortalecimento muscular, são fundamentais para garantir a estabilidade da articulação e permitir que pacientes – atletas ou não – possam retomar suas atividades com segurança”, conclui.
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Os principais sintomas de uma luxação no ombro incluem dor intensa e imediata, além de alteração visível no formato da articulação
Sobre a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo
A Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo é uma associação científica de âmbito nacional, sem fins lucrativos, constituída por médicos interessados no estudo das afecções ortopédico-traumáticas das articulações do ombro e cotovelo.
Com 36 anos de existência, a SBCOC atua no incentivo e aperfeiçoamento e difusão dos estudos, conhecimentos, pesquisas e prática de cirurgia de ombro e cotovelo, provendo condições de atualização permanente dos médicos por meio de ensino, pesquisa e educação continuada.
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