A saúde do ombro está diretamente relacionada às escolhas e comportamentos adotados ao longo da rotina diária. Movimentos repetitivos, posturas inadequadas e a negligência aos sinais iniciais de dor configuram fatores silenciosos que, ao longo do tempo, favorecem sobrecarga mecânica, inflamações e comprometimento funcional da articulação do ombro, uma das mais complexas do corpo humano.

Manter o tronco inclinado ou os ombros projetados anteriormente por longos períodos, prática comum em atividades profissionais e no uso prolongado de telas, altera o equilíbrio muscular e aumenta a compressão de estruturas tendíneas. Esse cenário contribui para o surgimento de dor crônica, redução da amplitude de movimento e limitação progressiva das atividades cotidianas, muitas vezes de forma gradual e imperceptível.

Outro comportamento amplamente disseminado é o uso constante do celular com a cabeça inclinada, postura que gera sobrecarga não apenas na coluna cervical, mas também na cintura escapular. Da mesma forma, carregar mochilas, bolsas ou sacolas sempre do mesmo lado impõe esforço assimétrico à articulação, favorecendo desequilíbrios musculares, fadiga e dor persistente no ombro.

Ignorar dores repetitivas ou recorrentes representa um risco adicional. A permanência do desconforto pode indicar alterações estruturais ou sobrecarga excessiva que, sem avaliação adequada, tendem a evoluir para quadros mais complexos. A SBCOC reforça que a conscientização sobre hábitos diários, aliada à avaliação precoce por profissionais qualificados, é fundamental para preservar a mobilidade, prevenir lesões e garantir qualidade de vida a longo prazo.