O período do Carnaval, marcado por grandes aglomerações, blocos de rua e intensa movimentação corporal, também concentra um aumento significativo nos casos de traumas ortopédicos, especialmente envolvendo ombro e cotovelo. Quedas, empurrões e impactos durante a folia estão entre as principais causas de lesões nessas articulações, que muitas vezes são subestimadas no primeiro momento.
Entre os quadros mais comuns registrados nesse período estão as luxações do ombro, fraturas, contusões e lesões ligamentares. Movimentos bruscos associados à perda de equilíbrio em ambientes lotados criam um cenário propício para traumas, sobretudo quando há consumo de álcool ou longas horas de permanência em pé, fatores que reduzem reflexos e aumentam o risco de acidentes.
Dor intensa, inchaço imediato, deformidade aparente e limitação de movimento são sinais de alerta que não devem ser ignorados. Em muitos casos, a tentativa de “suportar a dor” e seguir com a programação do Carnaval pode agravar a lesão, dificultando o tratamento e prolongando o tempo de recuperação funcional do ombro ou do cotovelo.
A avaliação médica precoce é um fator determinante para evitar complicações, como instabilidade articular crônica, perda de força, rigidez ou necessidade de intervenções mais complexas no futuro. O diagnóstico correto, realizado logo após o trauma, permite definir a melhor conduta, seja ela conservadora ou cirúrgica, com maior segurança e melhores resultados clínicos.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC) reforça que a prevenção e a atenção aos sinais do corpo também fazem parte do cuidado durante a folia. Aproveitar o Carnaval com responsabilidade, respeitar os limites físicos e buscar atendimento ao menor sinal de lesão são medidas essenciais para garantir a saúde articular no pós-Carnaval.