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Artroplastia reversa versus osteossíntese com placa e parafuso para tratamento de fraturas complexas da extremidade proximal do úmero em idosos

 

Data da última atualização: 08/2025
Enfoque: Tratamento
População: idosos com fraturas complexas da extremidade proximal do úmero (definidas como fraturas do tipo Neer 3 ou 4 partes)
Intervenção: Artroplastia reversa do ombro Controle: Osteossíntese com placa e parafuso
Desfecho: Resultados funcionais, taxa de complicações, necessidade de reoperação.

Recomendação

Existe evidência, de baixa qualidade, demonstrando que a artroplastia reversa do ombro é mais efetiva do que a osteossíntese com placa e parafuso para o tratamento das fraturas complexas da extremidade proximal do úmero (definidas como fraturas do tipo Neer 3 ou 4 partes) em relação ao desfecho função (Nível de evidência I e II).

Existe evidência, embora de muito baixa qualidade, que demonstra que a artroplastia reversa do ombro é mais efetiva do que a osteossíntese com placa e parafuso para o tratamento das fraturas complexas da extremidade proximal do úmero (definidas como fraturas do tipo Neer 3 ou 4 partes), em relação ao desfecho complicações e reoperações (Nível de evidência I e II).

O projeto Consensos da SBCOC recomenda que pacientes idosos com diagnóstico de fratura complexa da extremidade proximal do úmero (Neer 3 ou 4 partes) devam ser avaliados de maneira individualizada, quanto às características clínicas e da lesão, para a definição do melhor método de tratamento. Quando a opção cirúrgica for o tratamento de escolha, a

artroplastia reversa do ombro é superior à osteossíntese com placa e parafusos, com melhores resultados funcionais, menor percentual de complicações e menor taxa de reoperações, de acordo com a evidência atual, devendo ser considerado o método preferencial de tratamento.

Introdução:

As fraturas da extremidade proximal do úmero FEPU apresentam alta prevalência na população em geral, correspondendo a 6% de todas as fraturas [1], e acometem principalmente idosos [2].

Apesar do tratamento clínico ser frequentemente indicado no tratamento das FEPU em idosos [3], alguns estudos sugerem que baseado em critérios clínicos e radiográficos algumas dessas fraturas deveriam ser tratadas cirurgicamente [4,5].

Dentre os métodos de tratamento cirúrgico descritos, a redução aberta e fixação interna com placa de ângulo fixo com parafusos bloqueados (RAFI-PB) tem sido utilizada rotineiramente no tratamento das FEPU [6]. No entanto, essa técnica apresenta complicações frequentes, tais como: penetração intra-articular dos parafusos, perda da redução, necrose avascular, consolidação viciosa, pseudoartrose e infecção [7].

A frequência dessas complicações é maior em idosos, proporcionando uma taxa de revisão de até 29% dos casos. [8], Dessa forma, a artroplastia reversa do ombro (ARO) surgiu como uma alternativa para casos FEPU complexas [9].

Assim sendo, estudos comparativos entre essas modalidades de tratamento, quanto aos resultados funcionais, taxa de complicações e , necessidade de reoperação, torna-se fundamental em pacientes idosos com FEPU complexas.

Pergunta

Nos pacientes idosos com fraturas complexas da extremidade proximal do úmero, qual o tratamento mais efetivo, artroplastia reversa (ARO) ou redução aberta e fixação interna com placa de ângulo fixo com parafusos bloqueados (RAFI-PB), considerando os resultados funcionais, a taxa de complicações e a necessidade de reoperação?

Método

  • Bases de dados pesquisadas: Pubmed, Embase, Cochrane Library e BVS.
  • Descritores: “”Humeral Fractures”[Mesh]; (Reverse Shoulder Arthroplasty) OR “Arthroplasty, Replacement, Shoulder”[Mesh]; “”Fracture Fixation, Internal”[Mesh]; Systematic Review [Publication Type]; “Randomized Controlled Trial” [Publication Type] (ver Anexo 1).
  • Período pesquisado: Até agosto de 2025
  • Estudos incluídos: Foram priorizadas revisões sistemáticas (RS) de literatura com qualidade metodológica e atualizada. Na ausência de RS foram considerados ensaios clínicos controlados randomizados (ECR), também com qualidade metodológica avaliada.

Resultado

Busca e seleção de estudos

A busca localizou 100 referências (40 Pubmed, 36 Cochrane Library, 13 Embase, 11 Portal Regional BVS). Destas 14 eram revisões sistemáticas de literatura, tipo de estudo priorizado nesta avaliação, e 3 ensaios clínicos randomizados.

Após a análise dos artigos na íntegra foram excluídas 10 revisões sistemáticas [10-18] por abordarem fraturas em 2 partes ou não compararem exclusivamente pacientes idosos e uma revisão foi excluída por possuir atualização [19].

Portanto, restaram 4 revisões sistemáticas [20-23] e 3 ensaios clínicos randomizados [24-26], desses um artigo é com a mesma amostra com os desfechos aferidos no quinto ano de seguimento [26].

Figura 1: Fluxograma da busca de literatura

Estudos Incluídos

A primeira revisão que responde à pergunta clínica é a de Du et al. [20] (2017), e compara as intervenções para o tratamento das FEPU 3 e 4 partes em idosos.

Foram incluídos 7 estudos, somente Ensaios Clínicos Randomizados (ECRs), totalizando 347 participantes, que comparavam tratamento clínico com tipoia (108 participantes), artroplastia parcial (93 participantes), RAFI-PB (76 participantes) e ARO (31 participantes). Nenhum dos estudos tinha comparação direta entre a técnica de RAFI-PB com a ARO. Os autores utilizaram o recurso de metanálise em rede para a comparação entre essas técnicas, e os desfechos analisados foram o Constant e a taxa de reoperação, por meio da ferramenta da Cochrane (27). Os autores concluíram que tanto para o escore funcional como para as reoperações, a ARO tem desfecho favorável em relação a RAFI-PB.

Guo et al [23] (2022) também utilizaram a metanálise em rede. Os autores incluíram apenas ECRs, e as comparações foram semelhantes ao estudo de Du et al. [20], porém foi adicionado o grupo de osteossíntese com haste intramedular. Os autores também avaliaram o escore de Constant e a taxa de reoperações. Foram incluídos 11 estudos com 648 participantes, e somente um desses estudos realizou comparação direta da ARO com RAFI-PB. Os estudos incluídos possuem baixo risco de viés de acordo com os

autores e por meio da ferramenta da Cochrane. Esses autores concluem que a ARO é uma melhor intervenção em relação às demais, e apresenta menor taxa de reoperação. Tanto no estudo de Du et [20] como no de Guo et al [23] o tempo de seguimento foi menor que 2 anos.

Há mais duas revisões sistemáticas que comparam as intervenções RAFI-PB em relação à ARO, uma publicada em 2022 [21], e outra de 2023 [22]. No entanto, assim como a revisão acima [23], utilizam apenas um ECR [24] para a avaliação dos dados.

Esse estudo de Fraser et al. [24] é um ECR multicêntrico realizado na Noruega e incluiu 124 participantes com entre 65 a 85 anos com FEPU complexas, recrutados em 7 hospitais do serviço público. Houve publicação prévia do protocolo de pesquisa [29]. Foram avaliados os desfechos de interesse, função pelo escore de Constant e de Oxford, os efeitos adversos e dentro deles as taxas de revisão de cirurgias. O desfecho primário foi definido como o escore de Constant aos 2 anos, demonstrando que os pacientes submetidos à ARO obtiveram média de 68 pontos (IC 63,7 até 72,4), enquanto o grupo RAFI-PB 54,6 (IC 48,5 até 60,7), uma diferença de média significativa de 13,4 (IC 6,2 até 20,6 p<0,001) e com diferença clinicamente relevante em favor a ARO.

No Oxford Shoulder Score, os pacientes submetidos à ARO nos dois anos de seguimento obtiveram uma média de 40,8 pontos (IC 38,8 até 42,7 pontos) e o grupo submetido à RAFI-PB, uma média de 36,5 pontos (IC 34,0 até 39,0 pontos), com uma diferença média de 4,3 pontos (IC 1,2 até 7,4. P

=0,007).

Em relação à taxa de complicações, foram verificados 7 eventos em 7 pacientes submetidos a ARO comparado a 12 eventos em 11 pacientes submetidos a RAFI-PB. Nesses eventos estão incluídas as reoperações, as quais no grupo submetidos à ARO foram 4 (2 para troca de componentes e 2 por outros), enquanto no grupo RAFI-PB foram 8 (4 conversões para ARO e 4 remoção de implantes ou revisão da osteossíntese).

Em recente publicação de 2024 [25], a mesma amostra foi seguida até o 5º ano de pós-operatório. Foi possível a análise de 65 dos 124 pacientes, uma perda significativa que reduz o poder estatístico e a generalização do estudo.

Aqueles submetidos à ARO obtiveram uma média de 71,7 pontos (IC 67,1 até 76,3 pontos) no escore de Constant e o grupo submetido à RAFI-PB, uma média de 58,3 pontos (IC 50,6 até 65,9 pontos), uma diferença média de 13,4 pontos (IC 5,2 até 21,7. P <0,002) em favor a ARO. No escore do ombro de Oxford, demonstraram que os pacientes submetidos à ARO obtiveram média de 43 pontos (IC 41,3 até 44,8), já o grupo RAFI-PB 38,0 (IC 34,8 até 41,3), uma diferença de média de 5,0 (IC 1,7 até 8,3 p=0,003) e em favor à ARO.Quanto à taxa de complicações acumulada nos 5 anos, foram verificados 13 eventos em 13 pacientes submetidos a ARO comparado a 17 eventos em 16 pacientes submetidos a RAFI-PB. Em relação às reoperações, ocorreram 6 eventos no grupo ARO e 11 no RAFI-PB.

Nos dois estudos os autores concluem que há superioridade da ARO em relação a RAFI-PB para pacientes idosos nos desfechos de função do ombro, efeitos adversos e reoperações.

Recentemente, foi publicado um estudo de Yang et al. [26], não registrado previamente nas revisões sistemáticas publicadas. Os autores incluíram 68 pacientes com idade superior a 70 anos com FEPU complexas, comparando esses dois métodos de tratamento. Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião. Foram avaliados os escores de Constant e de Oxford, com 2 anos de seguimento, além da taxa de complicações e necessidade de reoperação. Para o escore de Constant a diferença entre pré e pós-operatório do grupo submetidos a ARO foi de 30,3±8 e no grupo RAFI-PB de 22,6±6,0 com a diferença de média de 7,7 (IC de 4,0 até 11,3, p<0,001). Já para os escore de Oxford o grupo ARO atingiu 29,5±4,3 e o RAFI-PB 27,2±4,4, com diferença média de 2,3 (IC de 0,2 até 4,4, p=0,032). As taxas de complicações não diferiu significativamente entre os grupos (ARO 9,4% (3/32) vs. RAFI-PB 16,7% (6/36) [OR (IC 95%): 0,828 (0,171 – 4,014), p = 0,814]. Por

fim, em relação às taxas de reoperação, nenhum paciente do grupo ARO necessitou de novo procedimento, enquanto 4 do grupo RAFI-PB foram reoperados.

As características gerais dos estudos avaliados e a qualidade da evidência de acordo com o GRADE [30,31] podem ser observados nos Quadros 1 e 2.

Quadro 1. Revisões sistemáticas com metanálise incluídas

Estudos incluídos Tipo de estudo Estudos incluídos (tipos de estudo) Casuística Protocolo previamente publicado
Du et al. (2017) Revisão sistemática 7 (ECR) 337 Não
Guo et al. ( 2023) Ensaio clínico randomizado (ECR) 11 (ECR) 648 Sim
Handol et al. ( 2022) Ensaio clínico randomizado (ECR) 47 (ECR) 3179 Não
Lapner et al. ( 2023) Ensaio clínico randomizado (ECR) 15 (ECR) 1146 Sim

Quadro 2. Ensaios Clínicos Randomizados incluídos

Desfecho Estudos (N) Qualidade da evidência
Função (Constant) 2 estudos Baixa
Taxa de complicações 2 estudos Muito baixa
Reoperações 2 estudos Muito baixa
Nota: O GRADE (Grading of Recommendations Assesment, Development and Evaluation / Graduação de Recomendações, Desenvolvimento e Avaliação) é uma ferramenta utilizada para a avaliação e mensuração da qualidade de evidência. Está fundamentado em 5 pilares: Risco de viés, Imprecisão,
Inconsistência, Avaliação indireta dos desfechos e Viés de publicação. Com isso, a qualidade de

evidência é classificada em: muito baixa, baixa, moderada e alta qualidade [30, 31].

Conclusões

No desfecho função, avaliada pelo Constant, a ARO é superior a RAFI-PB para o tratamento das FEPU 3 ou 4 partes de Neer nos pacientes idosos, com grau de evidência baixa.

Para os desfechos taxa de complicações e reoperações também é favorável a ARO em comparação à RAFI-PB para o tratamento das FEPU 3 ou 4 partes de Neer nos pacientes idosos com evidência de muito baixa qualidade.

Implicações para futuras pesquisas

São necessários mais ensaios clínicos randomizados multicêntricos com maior poder amostral e com uma melhor qualidade metodológica para comparação da ARO com a RAFI-PB para as FEPU 3-4 partes nos pacientes idosos.

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Anexo 1: Estratégias de busca nas bases de dados

   

PUBMED

#1 “Humeral Fractures”[Mesh] OR (Fracture, Humeral) OR (Humeral Fracture) OR (Humeri Fractures) OR (Fracture, Humeri) OR (Humeri Fracture) OR (Humerus Fractures) OR (Fracture, Humerus) OR (Humerus Fracture)

#2 (Reverse Shoulder Arthroplasty) OR “Arthroplasty, Replacement, Shoulder”[Mesh] OR (Shoulder Replacement Arthroplasty) OR (Arthroplasties, Shoulder Replacement) OR (Arthroplasty, Shoulder Replacement) OR (Replacement Arthroplasties, Shoulder) OR (Replacement Arthroplasty, Shoulder) OR (Shoulder Replacement Arthroplasties) OR (Total Shoulder Replacement) OR (Replacements, Total Shoulder) OR (Replacement, Total Shoulder) OR (Shoulder Replacements, Total) OR (Shoulder Replacement, Total) OR (Total Shoulder Replacements)

#3 “Fracture Fixation, Internal”[Mesh] OR (Fixation, Internal Fracture) OR (Fixations, Internal Fracture) OR (Fracture Fixations, Internal) OR (Internal Fracture Fixation) OR (Internal Fracture Fixations) OR (Osteosynthesis, Fracture) OR (Fracture Osteosyntheses) OR (Fracture Osteosynthesis) OR (Osteosyntheses, Fracture)

#4 “Bone Plates”[Mesh] OR (Bone Plate) OR (Plate, Bone) OR (Plates, Bone) #5 #3 OR #4

#6 #1 AND #2 AND #5

Filters applied: Randomized Controlled Trial, Systematic Review

COCHRANE LIBRARY

(Humeral Fractures) OR (Fracture, Humeral) OR (Humeral Fracture) OR (Humeri Fractures) OR (Fracture, Humeri) OR (Humeri Fracture) OR (Humerus Fractures) OR (Fracture, Humerus) OR (Humerus Fracture)

#2 (Reverse Shoulder Arthroplasty) OR (Arthroplasty, Replacement, Shoulder) OR (Shoulder Replacement Arthroplasty) OR (Arthroplasties, Shoulder Replacement) OR (Arthroplasty, Shoulder Replacement) OR (Replacement Arthroplasties, Shoulder) OR (Replacement Arthroplasty, Shoulder) OR (Shoulder Replacement Arthroplasties) OR (Total Shoulder Replacement) OR (Replacements, Total Shoulder) OR (Replacement, Total Shoulder) OR (Shoulder Replacements, Total) OR (Shoulder Replacement, Total) OR (Total Shoulder Replacements)

#3 (Fracture Fixation, Internal) OR (Fixation, Internal Fracture) OR (Fixations, Internal Fracture) OR (Fracture Fixations, Internal) OR (Internal Fracture Fixation) OR (Internal Fracture Fixations) OR (Osteosynthesis, Fracture) OR (Fracture Osteosyntheses) OR (Fracture Osteosynthesis) OR (Osteosyntheses, Fracture)

#4 (Bone Plates) OR (Bone Plate) OR (Plate, Bone) OR (Plates, Bone) #5 #3 OR #4

#6 #1 AND #2 AND #5

EMBASE

#1 ‘humerus fracture’/exp OR ‘fracture, humerus’ OR ‘humeral fracture’ OR ‘humeral fractures’ OR ‘humerus fracture’ OR ‘humerus juxtaarticular fracture’ OR ‘humerus medial condyle fracture’ OR ‘humerus medial epicondyle fracture’ OR ‘upper arm fracture’

#2 ‘shoulder replacement’/exp OR ‘arthroplasty, replacement, shoulder’ OR ‘shoulder replacement’ OR ‘shoulder replacement arthroplasty’ OR ‘shoulder replacements’ OR (Reverse Shoulder Arthroplasty)

#3 ‘osteosynthesis’/exp OR ‘fracture fixation, internal’ OR ‘gleitosteosynthesis’ OR ‘internal fixation’ OR ‘internal fracture fixation’ OR ‘osteo synthesis’ OR ‘osteosynthesis’

#4 ‘bone plate’/exp OR ‘claw ii’ OR ‘integra (bone plate)’ OR ‘lcp (bone plate)’ OR ‘lcp distal ulna plate’ OR ‘marc k (bone plate)’ OR ‘ncb (bone plate)’ OR ‘pediatric lcp’ OR ‘rival reduce’ OR ‘rival view’ OR ‘sutureplate’ OR ‘tbfix’ OR ‘trumatch (bone plate)’ OR ‘valkyrie’ OR ‘visiofix’ OR ‘bone fixation plate’ OR ‘bone plate’ OR ‘bone plate, device’ OR ‘bone plates’ OR ‘fixation plate’ OR ‘fracture fixation plate’ OR ‘growth-correction orthopaedic fixation plate kit’ OR ‘growth-correction orthopedic fixation plate kit’ OR ‘non bioabsorbable orthopedic fixation plate’ OR ‘non-bioabsorbable bone plate’ OR ‘non-bioabsorbable fixation plate’ OR ‘non-bioabsorbable orthopaedic fixation plate’ OR ‘non-sterile non-bioabsorbable

PORTAL REGIONAL BVS

#1 MH:”Fraturas do Úmero” OR (Humeral Fractures) OR (Fratura do Úmero) OR (Fraturas dos Úmeros) OR MH:C26.088.390$ OR MH:C26.404.500$

#2 MH:”Artroplastia do Ombro” OR (Arthroplasty, Replacement, Shoulder) OR (Substituição Total do Ombro) OR MH:E04.555.110.110.299$ OR MH:E04.617.101.110.299$ OR MH:E04.650.110.299$

#3 MH:”Fixação Interna de Fraturas” OR (Fracture Fixation, Internal) OR (Osteossíntese) OR (Osteossíntese em Fratura Cirúrgica) OR MH:E02.718.472.300$ OR MH:E04.555.300.300$

#4  MH:”Placas  Ósseas”  OR  (Bone  Plates)  OR  (Placas  Ortopédicas)  OR  MH:E07.695.370.374$ OR MH:E07.858.442.660.460.374$ OR MH:E07.858.690.725.460.374$

#5 #3 OR #4

#6 #1 AND #2 AND #

aplicado filtro RS e ECR